24 fevereiro 2009
Random Shorts
O telefone tocou, e era a cobrar. Atendi porque poderia ser meu irmão.
"Oi, o Desumano tá aí?"
"Quem?!"
"O Desumano."
"Acho que você ligou errado."
"Ah, tá. Desculpa."
Acho que o nome do cara deve ser Dilermando. Sei lá.
Eu nunca, NUNCA teria no meu banheiro um produto com o nome Vagisil. Nunca.
Quem, em sua sã consciência, colocaria um nome desse em seu produto? Imagine minhas visitas verem e pensarem, "hmm, ela usa creme na periquita".
E o iogurte POTTY? E o iogurte BATMILK? Que nomes apetitosos. E a desinsetizadora HOT LIMP, na Asa Norte? Noção, alguém?
20 fevereiro 2009
Battle Royale
A grande estréia da Battle Royale, balada que promete agitar as noites de segunda na capital federal. Estarei lá com cerveja. Ou melhor, uísque, porque tô dando um tempo de cerveja. Dá muita pança.

Battle Royale é uma noite de Rock para dançar e se divertir!
Rock+Indie+Hits com os incontroláveis DJs Smash Bros e Telmo & Anselmo
02/03 a partir das 21:30 no Balaio Café - 202 norte
Sorteio de tattoo do estúdio DaCruz Tattoo
Venha curtir sua ressaca de carnaval e balançar o esqueleto!
Contato: (61) 85864225 btroyale@gmail.com
Apoio: Kingdom Comics e DaCruz tattoo
http://revistasamba.blogspot.
Gostaram do cartaz? Foi meu irmão que fez. Bunitinho.
14 fevereiro 2009
Loira do Banheiro

A Ila perguntou, então vou responder.
Estava eu feliz da vida no café Balaio, que adoro, quando resolvi ir ao toalete. Entro no referido, unitário, no térreo do recinto, e ao tatear a parede verifico que a luz não funciona. Também verifico que há uma loira trajando vestimentas rípi logo atrás de mim, invadindo meu espaço pessoal (algo praticamente inexistente nesta parte dos trópicos, convenhamos). O garçom passa logo atrás. Pergunto ao prestativo fidalgo se estamos sem luz, ele diz que sim e que há outro toalete no andar superior.
A loira prontamente dá meia volta e corre escada acima.
Subo a escada muito puta. Absurdo. Ridícula. Tem matéria fecal no lugar de miolos? Quem pensa que é?
Lavo as mãos de rua enquanto espero, contemplando o duro semblante no reflexo do espelho.
A rípi loira sai do banheiro, olha pra minha cara de GOVERNANTA MALIGNA, dá um sorrisinho amarelo, e fita sua sandalinha. Não se move. Fica lá, na frente da porta. Eu solto um gélido Com Licença, e ela concede. Não sou barraqueira.
O que me deixa pasma é o nível de pessoalidade do acontecido. As pessoas fazem esse tipo de coisa todo santo dia no transito (já reclamei, né?), mas aí não são pessoas, são pangarés dentro de armaduras. Tipo o Jaspion dentro do Daileon (exceto a parte de ser pangaré). Agora a garota me vem com isso no corpo-a-corpo.
Que ela mije tanto que sua bexiga sugue seus globos oculares para dentro de seu corpo.
E que a gasolina de todos acabe na entrada da tesourinha em horário de pico. Comigo bem longe, óbvio.
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Tô mal-humorada, né? Cruzes.
12 fevereiro 2009
Fools

Música é uma coisa muito importante pra mim. Quando eu era mais nova, não me importava com a letra. Se a música me desse aquela sensação, tava valendo. Acho que foi assim que ouvi muito grunge, com aquelas letras, "quero morrer, a vida é péssima"; não concordo com isso, acho a vida supimpa. Mas amava a música.
Tem coisa que não suporto. Não suporto música ruim e medíocre. Me vem um spam de FORRÓ LUNÁTICO or whatever no orkut, junta isso com a TPM e com o presente estado de espírito e de vida sentimental e de vida familiar e tensões do dia-a-dia (que meu irmão acha que gosto), e aí fodeu. Misture aí um pouquinho da mega raiva que tenho dos MOTORISTAS DE BRASÍLIA e pronto. Um coquetel molotov prontinho pra danar.
ARGH
Motorista que não dá seta. Motorista que viu que você claramente deu passagem e não agradece. Motorista que cola na tua direita no balão. Quero matar. Lentamente. Muito.
Vou juntar todos eles num chuveirão estilo Auschwitz e vou colocar FORREGGAE BEM ALTO PARA O RESTO DA HUMANIDADE. Vou dar a eles somente CACHORRO QUENTE COM MOLHO BARBECUE pra comer, com maionese CREMMY, e KRONENBIER. Vou fazê-los fumar CIGARRO DE BALI aos montes e pregar as pálpebras como em Laranja Mecânica assistindo ao SUPERPOP DA LUCIANA GIMENEZ. Tudo isso sem desligar o forreggae.
Se bem que eles iam gostar. Malditos. Odeio vocês. Vocês e a garota do banheiro do café Balaio.
15 janeiro 2009
Estranhos Rituais
Fizeram uma coletiva de imprensa para revelar a muito esperada estátua do Obama:

Cara, chamaram uma horda de fotógrafos de várias mídias mundiais pra tirar fotos de uma estátua de cera, pra depois divulgá-las mundo afora. Os iconoclastas se reviram em seus túmulos.
Ok, normal. Essa estátua simboliza a importância do líder frente a nosso momento histórico, oras, e além do mais é uma peça de arte (?) muito bem feita e tal. Acho uma pena terem reproduzido um momento em que o presidente tenha se encontrado de braços cruzados - linguagem corporal demonstrativa de retiro do papo da roda, ou de reprovação. Mas pare pra pensar um pouquinho sobre os estranhos rituais que nós humanos praticamos.
A gente adora estátuas de cera (favor considerar metáfora abrangente aqui). A gente usa salto alto (pense nisso - é muito bizarro). A gente tem uma série de códigos sociais, como fazer fila, apertar as mãos ou demonstrar respeito, mesmo quando não o tem lá no fundo. A gente se veste de branco no ano novo. A gente se fura, a gente pinta a cara. A gente beija na boca, mas só no momento certo (ou não). É proibido beber a sopa que restou no finzinho da tigela, tem que ser na colher. Café é na xícara e suco é no copo. A gente dá e recebe presentes em ocasiões específicas. A gente tem orkut. A gente tem padrões de beleza e outras exigências a satisfazer perante a sociedade.
Olha, é difícil, viu?

Depois a gente olha pra gente diferente da gente e exclama, "Caraca! Que beição bizarro! Que make h-o-r-r-o-r-o-s-a!"

Ou então, "Não acredito que faziam isso com as pobres mulheres chinesas!"
... e depois vai fazer festinha pra uma estátua de cera.
Na faculdade li um texto excelente sobre os Nacirema, um povo esquisitíssimo. Abaixo, o texto traduzido na íntegra, retirado daqui. Quem não tiver saco de ler, pule para o spoiler no final.
Ritos Corporais entre os Nacirema
O antropólogo está tão familiarizado com a diversidade das formas de comportamento que diferentes povos apresentam em situações semelhantes, que é incapaz de surpreender-se mesmo em face dos costumes mais exóticos. De fato, se nem todas as as combinações logicamente possíveis de comportamento foram ainda descobertas, o antropólogo bem pode conjeturar que elas devam existir em alguma tribo ainda não descrita.
Deste ponto de vista, as crenças e práticas mágicas dos Nacirema apresentam aspectos tão inusitados que parece apropriado descrevê-los como exemplo dos extremos a que pode chegar o comportamento humano. Foi o Professor Linton, em 1936, o primeiro a chamar a atenção dos antropólogos para os rituais dos Nacirema, mas a cultura desse povo permanece insuficientemente compreendida ainda hoje.
Trata-se de um grupo norte-americano que vive no território entre os Cree do Canadá, os Yaqui e os Tarahumare do México, e os Carib e Arawak das Antilhas. Pouco se sabe sobre sua origem, embora a tradição relate que vieram do leste. Conforme a mitologia dos Nacirema, um herói cultural, Notgnihsaw, deu origem à sua nação; ele é, por outro lado, conhecido por duas façanhas de força: ter atirado um colar de conchas, usado pelos Nacirema como dinheiro, através do rio Po- To- Mac e ter derrubado uma cerejeira na qual residiria o Espírito da Verdade.
A cultura Nacirema caracteriza-se por uma economia de mercado altamente desenvolvida, que evolui em um rico habitat. Apesar do povo dedicar muito do seu tempo às atividades econômicas, uma grande parte dos frutos deste trabalho e uma considerável porção do dia são dispensados em atividades rituais. O foco destas atividades é o corpo humano, cuja aparência e saúde surgem como o interesse dominante no ethos deste povo. Embora tal tipo de interesse não seja, por certo, raro, seus aspectos cerimoniais e a filosofia a eles associadas são singulares.
A crença fundamental subjacente a todo o sistema parece ser a de que o corpo humano é repugnante e que sua tendência natural é para a debilidade e a doença. Encarcerado em tal corpo, a única esperança do homem é desviar estas características através do uso das poderosas influências do ritual e do cerimonial. Cada moradia tem um ou mais santuários devotados a este propósito. Os indivíduos mais poderosos desta sociedade têm muitos santuários em suas casas e, de fato, a alusão à opulência de uma casa, muito freqüentemente, é feita em termos do número de tais centros rituais que possua. Muitas casas são construções de madeira, toscamente pintadas, mas as câmeras de culto das mais ricas têm paredes de pedra. As famílias mais pobres imitam as ricas, aplicando placas de cerâmica às paredes de seu santuário.
Embora cada família tenha pelo menos um de tais santuários, os rituais a eles associados não são cerimônias familiares, mas sim cerimônias privadas e secretas. Os ritos, normalmente, são discutidos apenas com as crianças e, neste caso, somente durante o período em que estão sendo iniciadas em seus mistérios. Eu pude, contudo, estabelecer contato suficiente com os nativos para examinar estes santuários e obter descrições dos rituais.
O ponto focal do santuário é uma caixa ou cofre embutido na parede. Neste cofre são guardados os inúmeros encantamentos e poções mágicas sem os quais nenhum nativo acredita que poderia viver. Tais preparados são conseguidos através de uma serie de profissionais especializados, os mais poderosos dos quais são os médicos-feiticeiros, cujo auxilio deve ser recompensado com dádivas substanciais. Contudo, os médicos-feiticeiros não fornecem a seus clientes as poções de cura; somente decidem quais devem ser seus ingredientes e então os escrevem em sua linguagem antiga e secreta. Esta escrita é entendida apenas pelos médicos-feiticeiros e pelos ervatários, os quais, em troca de outra dadiva, providenciam o encantamento necessário. Os Nacirema não se desfazem do encantamento após seu uso, mas os colocam na caixa-de-encantamento do santuário doméstico. Como tais substâncias mágicas são especificas para certas doenças e as doenças do povo, reais ou imaginárias, são muitas, a caixa-de-encantamentos está geralmente a ponto de transbordar. Os pacotes mágicos são tão numerosos que as pessoas esquecem quais são suas finalidades e temem usá-los de novo. Embora os nativos sejam muito vagos quanto a este aspecto, só podemos concluir que aquilo que os leva a conservar todas as velhas substâncias é a idéia de que sua presença na caixa-de-encantamentos, em frente à qual são efetuados os ritos corporais, irá, de alguma forma, proteger o adorador.
Abaixo da caixa-de-encantamentos existe uma pequena pia batismal. Todos os dias cada membro da família, um após o outro, entra no santuário, inclina sua fronte ante a caixa-de-encantamentos, mistura diferentes tipos de águas sagradas na pia batismal e procede a um breve rito de ablução. As águas sagradas vêm do Templo da Água da comunidade, onde os sacerdotes executam elaboradas cerimônias para tornar o líquido ritualmente puro.
Na hierarquia dos mágicos profissionais, logo abaixo dos médicos-feiticeiros no que diz respeito ao prestígio, estão os especialistas cuja designação pode ser traduzida por "sagrados-homens-da-boca". Os Nacirema têm um horror quase que patológico, e ao mesmo tempo fascinação, pela cavidade bucal, cujo estado acreditam ter uma influência sobre todas as relações sociais. Acreditam que, se não fosse pelos rituais bucais seus dentes cairiam, seus amigos os abandonariam e seus namorados os rejeitariam. Acreditam também na existência de uma forte relação entre as características orais e as morais: Existe, por exemplo, uma ablução ritual da boca para as crianças que se supõe aprimorar sua fibra moral.
O ritual do corpo executado diariamente por cada Nacirema inclui um rito bucal. Apesar de serem tão escrupulosos no cuidado bucal, este rito envolve uma prática que choca o estrangeiro não iniciado, que só pode considerá-lo revoltante. Foi-me relatado que o ritual consiste na inserção de um pequeno feixe de cerdas de porco na boca juntamente com certos pós mágicos, e em movimentá-lo então numa série de gestos altamente formalizados. Além do ritual bucal privado, as pessoas procuram o mencionado sacerdote-da-boca uma ou duas vezes ao ano. Estes profissionais têm uma impressionante coleção de instrumentos, consistindo de brocas, furadores, sondas e aguilhões. O uso destes objetos no exorcismo dos demônios bucais envolve, para o cliente, uma tortura ritual quase inacreditável. O sacerdote-da-boca abre a boca do cliente e, usando os instrumentos acima citados, alarga todas as cavidades que a degeneração possa ter produzido nos dentes. Nestas cavidades são colocadas substâncias mágicas. Caso não existam cavidades naturais nos dentes, grandes seções de um ou mais dentes são extirpadas para que a substância natural possa ser aplicada. Do ponto de vista do cliente, o propósito destas aplicações é tolher a degeneração e atrair amigos. O caráter extremamente sagrado e tradicional do rito evidencia-se pelo fato de os nativos voltarem ao sacerdote-da-boca ano após ano, não obstante o fato de seus dentes continuarem a degenerar.
Esperemos que quando for realizado um estudo completo dos Nacirema haja um inquérito cuidadoso sobre a estrutura da personalidade destas pessoas, Basta observar o fulgor nos olhos de um sacerdote-da- boca, quando ele enfia um furador num nervo exposto, para se suspeitar que este rito envolve certa dose de sadismo. Se isto puder ser provado, teremos um modelo muito interessante, pois a maioria da população demonstra tendências masoquistas bem definidas.
Foi a estas tendências que o Prof. Linton (1936) se referiu na discussão de uma parte específica dos ritos corporais que é desempenhada apenas por homens. Esta parte do rito envolve raspar e lacerar a superfície da face com um instrumento afiado. Ritos especificamente femininos têm lugar apenas quatro vezes durante cada mês lunar, mas o que lhes falta em freqüência é compensado em barbaridade. Como parte desta cerimônia, as mulheres usam colocar suas cabeças em pequenos fornos por cerca de uma hora. O aspecto teoricamente interessante é que um povo que parece ser preponderantemente masoquista tenha desenvolvido especialistas sádicos.
Os médicos-feiticeiros têm um templo imponente, o latipsoh, em cada comunidade de certo porte. As cerimônias mais elaboradas, necessárias para tratar de pacientes muito doentes, só podem ser executadas neste templo. Estas cerimônias envolvem não apenas o taumaturgo, mas um grupo permanente de vestais que, com roupas e toucados específicos, movimentam-se serenamente pelas câmaras do templo.
As cerimonias latipsoh são tão cruéis que é de surpreender que uma boa proporção de nativos realmente doentes que entram no templo se recuperem. Sabe-se que as crianças pequenas, cuja doutrinação ainda é incompleta, resistem às tentativas de levá-las ao templo, porque "é lá que se vai para morrer". Apesar disto, adultos doentes não apenas querem mas anseiam por sofrer os prolongados rituais de purificação, quando possuem recursos para tanto. Não importa quão doente esteja o suplicante ou quão grave seja a emergência, os guardiões de muitos templos não admitirão um cliente se ele não puder dar uma dádiva valiosa para a administração. Mesmo depois de ter-se conseguido a admissão, e sobrevivido às cerimônias, os guardiães não permitirão ao neófito abandonar o local se ele não fizer outra doação.
O suplicante que entra no templo é primeiramente despido de todas as suas roupas. Na vida cotidiana o Nacirema evita a exposição de seu corpo e de suas funções naturais. As atividades excretoras e o banho, enquanto parte dos ritos corporais, são realizados apenas no segredo do santuário doméstico. Da perda súbita do segredo do corpo quando da entrada no latipsoh, podem resultar traumas psicológicos. Um homem, cuja própria esposa nunca o viu em um ato excretor, acha-se subitamente nu e auxiliado por uma vestal, enquanto executa suas funções naturais num recipiente sagrado. Este tipo de tratamento cerimonial é necessário porque as excreções são usadas por um adivinho para averiguar o curso e a natureza da enfermidade do cliente. Clientes do sexo feminino, por sua vez, têm seus corpos nus submetidos ao escrutínio, manipulação e aguilhadas dos médicos-feiticeiros.
Poucos suplicantes no templo estão suficientemente bons para fazer qualquer coisa além de jazer em duros leitos. As cerimônias diárias, como os ritos do sacerdote-da-boca, envolvem desconforto e tortura. Com precisão ritual as vestais despertam seus miseráveis fardos a cada madrugada e os rolam em seus leitos de dor enquanto executam abluções, com os movimentos formais nos quais estas virgens são altamente treinadas. Em outras horas, elas inserem bastões mágicos na boca do suplicante ou o forçam a engolir substâncias que se supõe serem curativas.
De tempos em tempos o médico-feiticeiro vem ver seus clientes e espeta agulhas magicamente tratadas em sua carne. O fato de que estas cerimônias do templo possam não curar, e possam mesmo matar o neófito, não diminui de modo algum a fé das pessoas no médico feiticeiro.
Resta ainda um outro tipo de profissional, conhecido como um "ouvinte". Este "doutor-bruxo" tem o poder de exorcizar os demônios que se alojam nas cabeças das pessoas enfeitiçadas. Os Nacirema acreditam que os pais enfeitiçam seus próprios filhos; particularmente, teme-se que as mães lancem uma maldição sobre as crianças enquanto lhes ensinam os ritos corporais secretos. A contra-magia do doutor bruxo é inusitada por sua carência de ritual. O paciente simplesmente conta ao "ouvinte" todos os seus problemas e temores, principalmente pelas dificuldades iniciais que consegue rememorar. A memória demonstrada pelos Nacirema nestas sessões de exorcismo é verdadeiramente notável. Não é incomum um paciente deplorar a rejeição que sentiu, quando bebê, ao ser desmamado, e uns poucos indivíduos reportam a origem de seus problemas aos feitos traumáticos de seu próprio nascimento.
Como conclusão, deve-se fazer referência a certas práticas que têm suas bases na estética nativa, mas que decorrem da aversão profunda ao corpo natural e suas funções. Existem jejuns rituais para tornar magras pessoas gordas, e banquetes cerimoniais para tornar gordas pessoas magras. Outros ritos são usados para tornar maiores os seios das mulheres que os têm pequenos e torná-los menores quando são grandes. A insatisfação geral com o tamanho do seio é simbolizada no fato de a forma ideal estar virtualmente além da escala de variação humana. Umas poucas mulheres, dotadas de um desenvolvimento hipermamário quase inumano, são tão idolatradas que podem levar uma boa vida simplesmente indo de cidade em cidade e permitindo aos embasbacados nativos, em troca de uma taxa, contemplarem-nos.
Já fizemos referência ao fato de que as funções excretoras são ritualizadas, rotinizadas e relegadas ao segredo. As funções naturais de reprodução são, da mesma forma, distorcidas. O intercurso sexual é tabu enquanto assunto, e é programado enquanto ato. São feitos esforços para evitar a gravidez, pelo uso de substâncias mágicas ou pela limitação do intercurso sexual a certas fases da lua. A concepção é na realidade, pouco freqüente. Quando grávidas as mulheres vestem-se de modo a esconder o estado. O parto tem lugar em segredo, sem amigos ou parentes para ajudar, e a maioria das mulheres não amamenta seus rebentos.
Nossa análise da vida ritual dos Nacirema certamente demonstrou ser este povo dominado pela crença na magia. É difícil compreender como tal povo conseguiu sobreviver por tão longo tempo sob a carga que impôs sobre si mesmo. Mas até costumes tão exóticos quanto estes aqui descritos ganham seu real significado quando são encarados sob o ângulo relevado por Malinowski, quando escreveu:
"Olhando de longe e de cima de nossos altos postos de segurança na civilização desenvolvida, é fácil perceber toda a crueza e irrelevância da magia. Mas sem seu poder de orientação, o homem primitivo não poderia ter dominado, como o fêz, suas dificuldades práticas, nem poderia ter avançado aos estágios mais altos da civilização"**SPOILER**Acontece, meu benzinho, que o estranho povo Nacirema somos nós. Nacirema é American ao contrário.
12 janeiro 2009
Susana Vieire-se
Isso é só o comecinho, clique no link abaixo pra ler o resto, e aproveite pra ver o blog todo que é ótimo.
"Suzana Vieire-se".
10/01/2009.
Eu amo, tu amas, ele ama. Nós pagamos mico. Sim, pois amor sem pelo menos um mico, de circo que seja, não é bem amor. Alguns pagam mico no condomínio, na família, entre os amigos. Tem gente que paga mico ao vivo ou na capa da revista Caras.
Não é o caso da Suzana Vieira. (...)
10 janeiro 2009
SAMBA na Funfarra
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Esse negócio de baixa resolução e hot pixels me lembrou da minha primeira câmera digital, lá em 2001. Era uma HP M312, com menos de 2 megapixels de resolução. Fiquei alucinada com o brinquedinho, que quebrou 300 galhos e fez boas viagens.
Uma amiga teve a primeira dela bem antes, circa 1998. Era uma Mavica que funcionava com disquete. Cabia 9 poses em cada. Nada mais funciona com disquete hoje em dia. Na época era tecnologia de ponta, imagine, uma câmera que funcionava sem filme! E quem tinha um Pentium 100 arrasava. Conexão dial-up. Enquanto você esperava uma página abrir, podia ir à cozinha fazer um café e comer uns biscoitos.
A primeira câmera digital surgiu nos anos 70, mas a primeira imagem digital, nos anos 50. É uma foto escaneada de um bebê:

E aqui uma fota de hoje do meu bebê, em estado onírico:
09 janeiro 2009
Laying low
04 janeiro 2009
Sweatshop alert
02 janeiro 2009
2009
Eu não fiz nenhuma resolução. Só planos. Vamos ver se mudar de metodologia habilita a execução.
Feliz ano novo!
26 dezembro 2008
Hugging Trees

"MOOOM! Eu tava depilando meu sovaco e olha o que aconteceu", mostro a axila esfolada. "Tem pomada de própolis aí, mom?"
"Hmmm... não. Passa babosa."
"Tem aqui ou eu tenho que ir lá buscar?"
"Você sabe onde fica?"
"Sei."
"Você sabe o que é?"
"Sei."
Adentro a relva de pijama e chinelo, faca na mão. Os cachorros-pônei me deixam. Vou de arbusto em arbusto procurando a babosa e ao mesmo tempo olhando pro chão pra não pisar em nenhum bicho. Dou a volta na casa. Não acho a maldita babosa.
Volto pra casa.
"MOM, não achei. Onde fica?"
Minha mãe ri abafado. "Olha lá, filhota," aponta pela janela um arbusto gigante só de babosa. "Pede permissão pra tirar um pedaço."
Saio da casa de novo, zombando do conselho na minha cabeça. Encaro o Magnânimo Arbusto de Aloe Vera.
"Dona Babosa, me dá licença pra eu pegar um pedacinho de você pra ajudar na minha cicatrização? Obrigada."
12 dezembro 2008
Whopper Virgins
Tirei isso do blog da Mimi.
Muito interessante. Levaram hambúrgueres do Burger King pra povos remotos do mundo que nunca ouviram falar de hamburguer experimentarem. Os comments no youtube metem o pau, mas ei, o que há de errado? Eita demagogia paternalista. Não precisamos disso. Achei bacana o experimento. Não estão corrompendo ninguém, nem construindo Burger Kings nas vilas Inuit. Eu acho. Acho que só querem apelar pra facção intelectualóide do público, pra tentar dizer, "não somos assim tão escrotos como vocês acham". De qualquer maneira, acho que não colou, a ver pelos comentários.
O fato é que eles são escrotos. Mas fazem um diabo de um hamburguer gostoso.
11 dezembro 2008
I heart art
Ontem fui tocada por arte.Fazia séculos que isso não acontecia. Tava dormindo dentro de mim.
Estava fazendo hora numa livraria, olhando os livros de arte. Eis que um livrão me absorveu e lá estava eu, com o coração quentinho, vendo aquelas pinturas e esculturas e arquiteturas. Algumas familiares, outras novas. Matthew Barney, Ron Mucke, Mariko Mori, Sara Lucas. Os contemporâneos. Quase chorei.
Quero voltar a isso. Quero voltar a sentir esse aquecimento cardíaco. Todos os dias. Vou voltar a pintar. Já sei até o que. Irei comprar óleo, tela e irei tirar a poeira dos pincéis.
E amanhã pinto meu ex-apartamento. Coralatex Areia - não existe nada mais opressor que paredes beges. Entrego as chaves na segunda.
De certa forma, é um alívio sair de lá. É um alívio de missão cumprida. Alívio com possibilidade quitar dívidas.
La Casa de La Madre és mi casa. Estamos bem. Uma bagunça de caixas pra todos os lados, mas estamos bem. Sinto um pouco de vergonha em voltar, mas tudo bem. La Madre tem o coração do tamanho das Américas, e braços confortáveis e welcoming. Mesmo pra marmanja porralouca que é sua filha. Mãe que é mãe de verdade é uma coisa de louco. Eu não entendo. Talvez nunca entenda. Dá pra comparar gato com filho?
Sou vizinha de quarto do meu irmão Guilé. Ele é um bom vizinho. Hoje conversamos sobre a política dos cosméticos separados. Ele me disse, "Carol, eu não uso cosméticos", mas o meu condicionador é meu, e o dele é dele. Fofo.
25 novembro 2008
Felinos
Agora tá aqui, dormindo como um anjinho com o queixo apoiado no violão deitado no sofá. Galega azeda, disse a Tatá hoje. Ela tá doida pra conhecer a galega azeda.
E o Dexter engordou. Já disse que ele é uma sanfoninha, assim como a mamãe? Ele tá muito gostosão de apertar, e bastante pacífico. Aprendeu a apreciar momentos de tranquilidade. Responsabilidade pelos mais novos e exemplos a dar nos força à sobriedade. A meia-idade vem e nos ensina coisas. Qual a equivalência de idade entre gatos e humanos? Sei que de cachorro é sete pra um. O Dex tem sete. Se fosse cachorro teria 49. Está me parecendo ótimo. Deve ser a genética; a tia Ágata tá com 14, uma senhorinha, e ainda não tem um fio branco. Enxutérrima. E se você jogar um cordão pra ela, ela ainda pira como uma gatinha bebê. Será jovem ou gagá?
Ah, sim. E meu condomínio foi reajustado de 150 reáu pra 236. E ainda tem taxa extra de 50 pelos próximos meses pra cobrir despesas em aberto porque o último síndico embolsou a grana do prédio inteiro. Sensacional.
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Update: o Dexter (e a Panda) tem 41 anos humanos, de acordo com isto aqui, e 54, de acordo com isso. A Ágata, 69 ou 75. Quanta incoerência! A Mini ainda nem está nas tabelas. Um dia o Eduardo a chamou de Esquilo do Alaska, eu quase me mijei de tanto rir.
23 novembro 2008
Palhaço triste
Slow down, you're moving too fast
You've got to make the morning last
Just kicking down the cobblestones
Looking for fun and feeling groovy
Hello lamppost, what you're knowing
I've come to watch your flowers growing
Ain't you got no rhymes for me
Doo-doo-doo-doo-doo
Feeling groovy
Got no deeds to do, no promises to keep
I'm dappled and drowsy and ready to sleep
When the morning time drops all its petals on me
Life I love you
All is groovy
E não tem nada a ver com minha vida agora. Tocá-la é um paradoxo. Sinto-me idiota. Tem tanta coisa acontecendo aqui dentro. Não vou contar nada. Nadinha.
Cacofonix
Mas é tão boommm!!! Adoro!! Eu sou ruim mas sou feliz! Sorry, neighbors.
E agorinha tem uma mulher em baixo do prédio gritando e xingando alguém no telefone. Vixe.
04 novembro 2008
SAMBA


Lançamento da revista Samba, parida pelos meus irmãos Gabriel Góes, Lucas Gehre e Gabriel Mesquita, com a participação de um monte de outros artistas de quadrinhos super bacanas e talentosos. Vi a bicha e posso afirmar que ficou boa - muito boa. Mesmo. Não é só porque é da minha família, não. Tô super orgulhosa e feliz.
Sabadão às 5 na Kingdom Comics, no Conic. Apareçam!
Aqui o link
25 outubro 2008
24 outubro 2008
19 outubro 2008
18 outubro 2008
Sublime
17 outubro 2008
The Gayest

The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars do Bowie foi eleito o disco mais gay de todos os tempos.
* Aplausos!!!* Adorei!
O Boy George disse, "At a time when social and sexual taboos were just starting to break down, Bowie as Ziggy created a world where the possibilities were limitless. You could be whatever you wanted to be.”
Uma homenagem:
Sensacional!!!
O ranking dos 100 discos mais gays de acordo com a Out.
The Real Thing
Ela adora brincar com a minha lapiseira, e dá umas mordidinhas coceguentas. Sei que não pode deixar porque acostuma, mas é irresistível!
O Dexter ficou muito enciumado. No primeiro dia, rosnava. Fiquei preocupada porque ele não queria comer, mas hoje de manhã dei uma comidinha especial e ele não resistiu, bom de garfo que é. Voltou a comer normalmente, mas continua não achando a idéia da mimiu muito legal. Já expliquei que ele vai continuar sendo o rei da casa, que ela veio pra fazer companhia a ele, que eu continuo o amando, etc, mas ele ainda não entendeu. Agora tá rosnando menos e tenho certeza de que daqui a pouco eles estarão numa boa.
Ainda não tenho fotas da Frida. Minha objetiva deu pau, agora só tou com a zoom, e a câmera do meu celular é uma bosta. Mas prometo postar fotos em breve. Inclusive porque é muito importante tirar fotas enquanto ela é deste tamaninho, que é tão bonitinho!!
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Update 3am: Eles já estão comendo do mesmo pratinho ao mesmo tempo.
13 outubro 2008
It's evolution, baby
antiga e tosca montagem minha em cima de foto do magnífico Lewis HineO mundo como o conhecemos está ruindo.
O modelo imperfeito de capitalismo sob o qual estamos tá esfarelando. O povo comprou demais, deveu demais e agora estamos aí: bancos quebrando, produção e consumo despencando. Ontem li um artigo apocalíptico na The Economist, dizendo como tá todo mundo fodido. Os EUA estão quebrando, aprovaram a porra do pacotão de 700 bi que o povo vai pagar, muito provavelmente sem retorno, pra equilibrar as contas das instituições financeiras, e mesmo assim o FMI tá prevendo um crescimento escandalosamente pequeno pro país, e "o mais perigoso choque" desde a recessão de 1930. Mesma coisa no Reino Unido. Tavam esperando que a Alemanha segurasse as pontas da economia da UE com sua estabilidade, mas o povo alemão já começou a comprar menos. Bancos Centrais do mundo inteiro começaram a baixar juros, na esperança de manter o crédito rolando. Esse sistema não funciona sem crédito.
E o Brasil? Bem, o Brasil tem milhões de nozinhos atados com as grandes economias dos países ricos. A gente pode não ser atingido muito forte, mas um tapinha de luva vai rolar. A exportação vai cair. O grande lance agora é fazer negócios com a China, que até agora não se abalou com toda essa zona.
Estamos em um momento muito interessante da história do mundo. É muito empolgante. Tô doida pra ver o que vai acontecer.
11 outubro 2008
Born in the 70's
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This whole Consuelo story has left me kind of feeling crappy.
Hoje fui atrás de outra Consuelo. Achei uma já com 5 meses, chamada Xuxu. Simpatizei imediatamente, era uma fofa, super meiga. Bem feinha, do jeito que eu gosto. Quis muito. Se eu não levasse, quem iria? Ninguém quer adotar gato já crescidinho. Todos querem bolinhas de pelo saltitantes, bebezinhos fofos. Saí pra resolver umas coisas, e voltei pra preencher a papelada de adoção. Foi aí que o veterinário me deu a notícia de que a Xuxu tem AIDS felina. Ele me explicou como o vírus não havia se manifestado, e que há a chance de nunca acontecer, e que se o Dexter estivesse vacinado direitinho não teria problema. Mas por outro lado, o vírus poderia sim se manifestar e aí eu teria que levar ela de volta pra eles cuidarem. Pra sempre.
Dilema. Queria muito dar à Xuxu um lar e carinho e comidinha e caminha quentinha. Especialmente agora que, além dela ser grande, ainda está dodói. Aí pensei no Dexter. Dexter já ficou sem irmã uma vez. Não pode ficar de novo. Seria cruel deixar ele passar por isso de novo. Mas ainda não resolvi o que vou fazer. Me parte o coração pensar na Xuxu morando em uma gaiola, apesar de muito bem cuidada. E eu acho que ela e o Dexter iam se dar muito bem, eles têm comportamentos bem parecidos.
Terei que tomar uma decisão amanhã.
10 outubro 2008
'Wheat pushes its shoots up through the winter frost,
Those are the very first words in Barefoot Gen, which I'm re-reading for the 3rd time. I think it synthesizes the spirit of the story pretty well. A perfect thesis statement in a manga cartoon. It tells the story of a boy named Gen Nakaoka and his family in Japan before, during and after the A-bomb. The man who wrote it, Keiji Nakazawa, actually went through a lot of this shit, and he put it all down on paper and had it published. I remember reading this and crying my eyes out. Not that I like reading and crying; I just think it is one of the best stories I've ever read. What I found most heart wrenching in it was the way people would turn against each other even though they were all in the same state of misery. And I still find it hard to believe that that is not perfectly natural human behavior.Once I was at this palm reader and she told me that although I did not believe it, there is actually some good in people, and I was bound to see that. That was in February 2007. She also told me a whole bunch of other stuff which was so amazingly true that I had to take her seriously. And right now I might be in the process of believing that maybe people really can be genuinely good. I've met a lot of truly good people this last year or so. But then I'm in the street and I see people behaving in ways that take me back to my original way of thinking - people suck. And then I'll tell them to fuck off in my head, or give them the finger secretly behind the dashboard.
Of course things are not that simple. People behave in different ways in different contexts. People can be good and bad. It's a stupid Bible/Disney concept to think that people are either good or bad. As my old counsellor Jane would say, there's not just black and white; there's loads of shades of grey in between. It's more Miyazaki than Disney. Miyazaki's characters weren't essentially good nor bad, they were complex like real people.
Even though, people do suck. I suck. My heart has hardened. I didn't use to be this way. After seeing people casually stepping over passed-out hobos lying on the sidewalk in São Paulo, crying over it and a few weeks later realizing I had started doing it myself, my heart hardened. How am I supposed to behave in this social setting? Am I supposed to stop and help the goddamn hobo? My boyfriend used to say I was gullible and naive. I would believe anything people would tell me. Is there anything wrong with that? Aren't people supposed to tell the truth? So when a woman with a baby comes up to me asking for money, am I not supposed to believe her? Does she really need the help, or is she just trying to take advantage of me and my heartbreak?
These things have really started to get to me lately. Again. It is so unfair. It makes me feel guilty for whining so much about my middle-class problems, which makes me feel stupid for thinking so simplistically. I could ramble on and on about this but right now duty calls.
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PM update: my brother took me out to dinner, gave me the cheesiest 80's compilation cd ever and made me watch Amélie. I am one lucky motherfucker.
Poopy week is over, Nineta. It's fucking O-V-E-R.
05 outubro 2008
Turmoil

O pai americano da minha amiga americana, em mesa de jantar americana em pequena cidade americana (com o nome de Cuba, Nova Iorque) defende uma segunda grande depressão. "Vai ensinar a esse monte de gordo consumista um monte de coisa de valor," diz ele.
Mas, contra sua vontade, aprovaram o bailout de 700 BIlhões de dállers. Que ele vai ajudar a pagar. Contra sua vontade.
Enquanto isso, eu aqui, no meu personal turmoil. Dei um jeito de arrumar mais coisa pra fazer do que dou conta. E ainda vem coisa de fora; é amiga que vai embora, é amigo que se casa, é aluno precisando de atenção especial. E eu aqui tentando fazer meus malabares. Gastei mais que podia. Dormi menos que precisava. Arranjei mais pra fazer.
E a Consuelo fugiu, e sumiu para sempre.
E eu tenho uma lista enorme de tarefas difíceis aqui na minha frente, e só consigo pensar em pornografia e dívidas.
Vou pedir pizza.







